Lula reage a tarifaço de Trump com reciprocidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil responderá ao aumento de 50% nas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros com a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica. A medida, sancionada em abril, permite ao país adotar contramedidas, como a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de direitos de propriedade intelectual, em resposta a ações unilaterais que prejudiquem a competitividade brasileira no mercado internacional.

Em pronunciamento em rede social, Lula rebateu as justificativas do presidente norte-americano Donald Trump, que associou a taxação a um suposto déficit na balança comercial com o Brasil. O presidente brasileiro classificou a alegação como falsa e enfatizou que a soberania nacional e a defesa dos interesses do povo brasileiro são princípios inegociáveis. Ele destacou que a Lei de Reciprocidade Econômica será usada para responder a qualquer elevação tarifária unilateral, reforçando o compromisso do Brasil com o respeito mútuo nas relações internacionais.

Lula também abordou as críticas de Trump ao Supremo Tribunal Federal, que, segundo o presidente americano, teriam motivado a taxação. Trump mencionou ações judiciais contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no STF por tentativa de golpe de Estado, e decisões do tribunal contra perfis em redes sociais acusados de disseminar discurso de ódio e desinformação. Lula afirmou que o processo judicial contra os responsáveis pela tentativa de golpe é de competência exclusiva da Justiça brasileira, rejeitando qualquer tentativa de ingerência externa. Sobre as plataformas digitais, ele reforçou que o Brasil não tolera conteúdos que promovam ódio, racismo, pornografia infantil, fraudes ou ataques aos direitos humanos e à democracia. Todas as empresas, nacionais ou estrangeiras, devem seguir a legislação brasileira para operar no país.

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Na noite de quarta-feira, Lula coordenou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto com ministros como Fernando Haddad, Mauro Vieira, Rui Costa, Sidônio Palmeira e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O encontro, que terminou por volta das 20h, discutiu estratégias para enfrentar a escalada de tensões com os Estados Unidos e proteger os interesses econômicos e institucionais do Brasil.

A resposta do Brasil reflete a determinação do governo em proteger a soberania nacional e os interesses econômicos do país diante de medidas unilaterais. A Lei de Reciprocidade Econômica surge como um instrumento estratégico para equilibrar as relações comerciais e garantir que o Brasil não seja prejudicado por decisões externas. A postura firme de Lula sinaliza que o país está preparado para adotar medidas proporcionais, mantendo a defesa de seus valores e instituições como prioridade nas relações internacionais.